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Tese setorial

O agro voltou a comprar tecnologia em vez de terra

Bioinsumos e agricultura de precisão concentram o apetite de estratégicos que, até 2023, só olhavam ativo físico.

Carlos Menezes · Inteligência de mercado10 ago 2026 · 4 min de leitura · atualizado às 06:30 BRT
Vista aérea de lavoura com sol rasante
Vista aérea de lavoura com sol rasanteComposição visual Stride
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A pauta de aquisição no agronegócio mudou de natureza. Grupos que passaram uma década comprando área plantada agora buscam portfólio proprietário, registro regulatório concluído e equipe técnica — ativos que não escalam com hectare.

O alvo típico é jovem, cresce acima de 40 por cento ao ano, tem receita sazonal e capacidade industrial limitada. Essa combinação produz uma negociação incomum: o comprador paga múltiplo alto sobre EBITDA pequeno e assume o capex de escala como parte da tese.

Onde o processo trava

Em dois pontos, quase sempre. Primeiro, propriedade intelectual e registros: quando a titularidade está em nome de pessoa física ou de uma sociedade paralela, a diligência para. Segundo, sazonalidade de caixa, que distorce qualquer múltiplo calculado sobre doze meses fechados no mês errado.

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